sábado, 16 de abril de 2011

XXX (15.04.2011)


Largado na poltrona queria você
se aproximando, de quatro, com olhar pidão de cadela no cio.
Eu com um gesto quase nobre te faço um afago e mando:
Chupa!
Você se recusa então te agarro pelos cabelos
e empurro meu membro atravessando sua boca e sentindo sua garganta,
a ânsia de vomito te toma e você tenta fugir,
eu não permito,
te forço cada vez mais e você por fim se entrega
e se deixa ficar com meu pau cravado bem fundo em sua goela.
Eu tiro um pouco, volto a empurrar e forçar novamente
te domando pelos cabelos de forma cada vez mais intensa e incessante!

Tiro meu falo de sua boca devassada,
olho em teus olhos marejados e te esbofeteio,
te cuspo na cara e em seu olhar percebo que você sabe que é seu dono.
te viro do avesso e te tomo por traz,
me esfregando em seu cu ainda inexplorado.
sinto você se contorcer entre desespero, medo, entrega e prazer...
você relaxa...
sinto seu cu com a ponta dos meus dedos...
louco de tesão perco o controle, te volto pra mim e me jogo por inteiro em sua cara, mando você limpar e comer tudo o que veio de mim...
você obedece...
extasiados dormimos, você aos meus pés, como quem aquece o dono e eu esperando o acordar pra te mostrar que também sei quem é minha dona!

09.04.2011


Não sou nem nunca fui de sentir saudades.
Por vezes ela aperta, mas a estrada na maior parte do tempo fala mais alto!
Te quero,
te desejo,
te respeito,
te amo,
preciso voar, preciso partir
e ter a felicidade suprema de voltar.
preciso sentir que a estrada me toma por inteiro
e depois me entregar e te ter entregue em meus braços.
Preciso de um afago, um sorriso, um olhar...

Preciso do cheiro seu!

Casamento (24.12.2010)


A verdade é que nosso casamento acabou ja tem um tempo.
Eu não deixei de te amar,
mas nós hoje somos o que poderiamos ser quando estivessemos com 40, 50 anos de casados
e não com quatro anos e meio de relacionamento.
Não sinto raiva, mágoa ou rancor...
pelo menos enquanto escrevo esta...
não quero e nem devo me preocupar em ser politicamente correto
afinal é isso que me enlouquece

À caminho (11.03.2011)


O que ajudei a construir não é mais meu
Deixei pra tras junto com uma vida sufocante e infeliz...
voltei de onde vim e me vi sem espaço,
não totalmente,
mas sem espaço junto aquele por quem sempre lutei.

No fundo se eu souber transformar isso numa coisa boa,
posso ter animo de construir coisas novas mais rapido,
sei que não posso me deixar abater pelo desespero,
pela angustia e pela depressão,
tenho que chorar oq tiver de chorar,
sorrir pelas minhas lagrimas,
rir e ser cada vez mais feliz...
erguer a cabeça e continuar em frente...
não tenho o tempo de ontem,
mas tenho todo o tempo do mundo!