quarta-feira, 13 de outubro de 2010


As vezes paro e fico te admirando
você pergunta o que estou pensando....
neste momento não consigo pensar
fico ali... parado, estagnado só sentindo a sua presença,
sentindo seu cheiro, sentindo sua pele, desenhando as suas curvas na minha cabeça,
delineando seus olhos ainda mais em meu peito num estado sacro de contemplação,
você me escreve coisa onde coloca nosso Amor quase como religião.
Nenhuma dessas coisas, na verdade nem as que eu escrevo são capazes de retratar o que sinto só de poder te olhar...
E quando posso te sentir de verdade, sua pele na minha, sua boca na minha, nosso sexo...
no instante, exatamente antes,
no instante que se torna o infinito
no instante no qual eu acredito...
-poderia morrer ali
pq se for pra morrer que seja de Felicidade,
no instante em que eu quero gritar e te ouvir gritar,
gemer, chorar implorar, tremer xingar, bater, espernear,
no instante que eu queria invadir você inteira
no instante em que fico surdo
fraco, bobo, sem controle de mim,
no instante onde a vida se esvai ou gera outra,
no instante no qual nos sentimos como deuses no auge de nossa pueril existencia,
onde depois tudo o que importa é estar...
o sentir ja se faz absoluto...
Respirar, recomeçar.
Percorrer.
Delicado, firme.
Suave, intenso.
Com leveza, forte.
Amargo, doce.
Minha!
Seu!