domingo, 23 de outubro de 2011

24.10.2011


Encaixe


Quando era mais novo lia e relia esse Soneto maravilhoso e pensava nele como uma forma “Romântica” de dizer eu te amo a outra pessoa. Acontece que este soneto não é para outra pessoa que não seja você mesmo.

Soneto de Fidelidade é algo escrito para que quem o leia tome para si e aprenda uma das formas de amar... de se amar... sempre tive esses dois versos em minha vida, “Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure” … … o verso anterior (“...Eu possa me dizer do amor (que tive):...”) deixa explicito a suposta vontade de Vinicius de deixar claro que o mesmo são dizeres de amor próprio, para que um dia nós possamos nos dizer do amor que vivemos e compartilhamos em vida, do amor que tivemos por nossos amores...

A felicidade, ao meu ver realmente esta em pequenas coisas, pequenos momentos que acontecem a todo momento e vez ou outra são grandiosos. Somos Seres Divinos passando por uma experiência Terrena e cada vez mais consigo viver minha proposta de um gole por vez, todos os segundos são milagres cada inspiração merece ser comemorada assim como cada expiração... momentos difíceis certamente existirão, mas que eles sirvam para me fazer enxergar quão maravilhoso pode ser o momento seguinte.

Obrigado a todos os amores, de todos os tipos que passaram e os que ainda vão passar em minha vida em momentos diversos!


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Vinicius de Moraes