quarta-feira, 15 de abril de 2015


Sem lápis, sem papel e uma ideia fugidia,
 Uma ideia que corre pelos dedos e quase perco.
Um gole de medo, que afogo no copo em minha frente.
 Uma saudade, que não queria sentir...
 Um querer que não se sacia...
Uma realidade ambígua
Contraditória...
Controversa...
No mínimo três mundos que se cruzam.
O cheiro que fica impregnado, não na roupa, não na pele...
Mas que se dissipa na alma...
Que mancha,
Que mela...
Que escorre...
A pedra de gelo estala no copo à frente
E esbarra no vidro ao descer rasgando pela garganta!
Volta logo... 
Ou vai embora de uma vez porque eu desaprendi muito das coisas simples!
O gelo estala no copo...

Quase vazio em minha frente!